Somos Gabriel Duran e Priscila Duran, parceiros na vida e no trabalho. A GAD Adestramento iniciou sua atuação profissional em 2020, em São Paulo, e nossa base foi construída na formação de cães de proteção — o mesmo rigor que, hoje, aplicamos também aos cães de companhia, dentro de casa.
Brutus e Zeus foram os nossos dois primeiros cães de formação. Ambos foram preparados para patrulhamento ostensivo e trabalharam com o grupo de intervenção do sistema penal: Zeus atuou nesse trabalho e hoje vive conosco; Brutus segue em atividade e se destaca no grupo. São cães potentes, preparados para proteção e intervenção — contextos em que capacidade técnica, controle e responsabilidade não são diferenciais: são requisitos.
Cães desse nível, com impulsos instintivos intensos — os chamados drives — exigem obediência avançada e não deixam espaço para erro. Cada resposta precisa ser observada com atenção; cada decisão deve considerar o manejo, o ambiente, o estado do cão e o objetivo final do treinamento. Essa exigência acelerou nosso aprendizado e definiu a forma como trabalhamos até hoje: avaliar com critério, observar antes de agir, compreender o padrão e construir respostas que possam ser sustentadas na rotina.
“Os cães mais difíceis foram os que mais nos ensinaram.”
Nosso caminho foi o inverso do mais comum. Começamos na proteção, avançamos para a guarda territorial — em que o cão trabalha com maior autonomia — e depois ampliamos a atuação para os cães de companhia: o mesmo cão que puxa na guia, que não fica sozinho sem destruir a casa, que reage quando alguém chega. Levamos toda essa bagagem para o universo pet, adaptando o trabalho às necessidades reais de cada família e de cada cão, com o objetivo de construir uma convivência mais estável, segura e equilibrada.
Para nós, a obediência não é um fim isolado. Ela precisa conduzir ao resultado que a pessoa busca. Em um cão de proteção, o treinamento deve formar um binômio seguro com o condutor. Na guarda territorial, deve equilibrar autonomia e controle. Em um caso comportamental, deve ajudar a transformar a convivência. Obediência, manejo e ambiente são organizados de acordo com esse objetivo. O conhecimento necessário também é transmitido às pessoas responsáveis pelo cão, porque o resultado só se mantém quando quem convive com ele compreende como conduzir a rotina. Tudo isso é feito respeitando o perfil genético e individual de cada animal.
Depois de São Paulo, levamos o trabalho para Marau e, hoje, atendemos em Passo Fundo. Nesse percurso, também participamos de ações de orientação e conscientização: colaboramos com a ONG Patas Protetoras, inclusive realizando palestras educacionais. Entre elas, destaca-se “Se o seu cão está doente, a culpa é sua”, apresentada no Colégio Cristo Rei, em Marau. O título, deliberadamente forte, foi usado como ponto de partida para conscientizar o público sobre a responsabilidade humana no cuidado com os animais. Também realizamos cursos de formação técnica, com destaque para a capacitação ministrada à CAPPET, em Erechim, além de entrevistas em emissoras como a Rádio Vang FM e a Rádio Tua Alvorada.
Já acompanhamos centenas de cães, com histórias, funções e dificuldades diferentes. Essa experiência reforçou uma convicção:
“Comportamento não muda por acaso. Ele muda quando avaliação, capacidade técnica, ambiente e constância apontam para a mesma direção.”
O método
Três coisas que eu defendo
Não é uma escola nem um pacote. São três princípios que aparecem em todo cão que passa por aqui, do filhote de três meses ao cão de proteção adulto.
Tudo gera consequência
A base de uma convivência harmoniosa é a clareza: tudo gera consequência, e o que é reforçado se mantém, seja um comportamento bom ou ruim.
O cão aprende por repetição e associação, não por raciocínio ou autoavaliação; por isso, a comunicação deve recompensar e valorizar a obediência, além de sinalizar os erros com consequências coerentes. O humano — tutor ou treinador — ensina, auxilia e depois cobra responsabilidade, como um pai ou uma mãe; não se cobra o que não foi ensinado nem se exige um limite que não foi estabelecido. Sem clareza, sobra confusão.
Controle nasce de comunicação
Muita gente acredita que ter controle sobre um cão depende de força física. Na realidade, o controle nasce da comunicação, da liderança e de um treinamento bem estruturado.
Cão grande, forte ou intenso não se resolve na força. Quando ele entende as regras, aprende a tomar boas decisões sozinho e desenvolve autocontrole.
O padrão vem antes da correção
O que você reforça se repete. O que se repete vira hábito.
Muitos comportamentos são reforçados sem que a família perceba. O cão só está repetindo o que funciona — por isso o trabalho é construir o padrão certo desde o início.
Reconhecimento e atuação
Fora do trabalho
com clientes
Próximo passo
Me conte sobre
o seu cão
Me conte a raça, a idade, o que está acontecendo e quais são seus objetivos. A avaliação inicial define o trabalho a ser feito.
Chamar no WhatsApp Atendimento presencial em Passo Fundo.



